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Símbolo real da solidariedade dos alunos
Com grande apreço pelas ações do Colégio Santa Catarina, de
Juiz de Fora, Minas Gerais, o diretor financeiro da
Associação Congregação Santa Catarina, Maurício Loures,
escreveu o texto abaixo, no qual ilustra o esforço, a
capacidade e a simplicidade dos trabalhadores – pais de
família, que merecem um teto para os seus.
“Morando numa favela, vivendo de bicos e da solidariedade
alheia, filhos pequenos dormindo amontoados sobre panos e
colchões velhos. A luta diária é para saciar a fome, pois,
nesta realidade, a desnutrição, o frio, os pés no chão e a
carrocinha de papel e ferro velho são as únicas certezas.
Seus sonhos, tão simples, parecem tão distantes e
inatingíveis que é melhor não citá-los!
Num nobre colégio, os alunos se organizam. Cada um mobiliza
seus parentes e amigos. Alguém conseguiu alguns tijolos,
outro cedeu um caminhão de areia, um saco de cimento foi
trazido pelo professor, estudantes de engenharia fizeram um
projeto, material elétrico foi doado pelo comerciante, um
pai conseguiu uma lata de tinta e a rifa do infantil rendeu
mil reais. A campanha do tijolo atinge a marca estabelecida
e um mutirão trabalha animadamente sob o comando do velho
pedreiro. Depois de algum tempo, uma casa é erguida. A
meninada está animada: Vamos pintar, limpar, enfeitar, dar
aquele toque especial.
O coração sofrido aperta no peito! A voz embargada não sai
da boca, lágrimas rolam na face, um brilho sublime reluz em
seus olhos, um êxtase de emoção explode em todo o seu ser!
Ainda sem acreditar no que está acontecendo, escuta uma
criança eufórica, que fala em nome de toda a comunidade
escolar: ‘Tome esta chave! A casa agora é sua!’.

Alegria do sonho
realizado
O Colégio Santa
Catarina, de Juiz de Fora, a cada ano reconta esta história
para uma família diferente e, segundo a equipe da
instituição, “a comunidade sempre empenhada no projeto de
Madre Regina, busca ouvir através dos acontecimentos, o
chamado divino que convoca à partilha e ao serviço para os
mais pobres”.
Nos anos de 2005 e 2006 o Colégio aceitou como desafio
educativo, construir, paralelamente aos sonhos dos alunos,
uma casa para aqueles que não têm onde morar. “Tem sido
gratificante perceber a solidariedade que se expande em cada
tijolo, crescendo as paredes da sensibilidade. A primeira
família já vive na casa e na segunda casa, estamos fazendo
os acabamentos”, conclui a equipe de Juiz de Fora. |