|
Preconceito era o maior temor de Carlos Fernando Gonçalves,
25 anos, auxiliar de materiais que trabalha no HCNSC desde
março. Deficiente visual, Júnior conta que no colégio
escondia-se para não servir de chacota para as outras
crianças. “Todo mundo me chamava de ceguinho, isso causava
constrangimento. Depois de trabalhar aqui tudo mudou. Voltei
a jogar futebol e pretendo fazer faculdade de educação
física”.
Andréia Vicente de Oliveira, 31 anos, telefonista do HCNSC
desde abril deste ano, conta que está muito feliz no cargo.
“Na verdade só me lembro que tenho uma deficiência quando
alguém olha para ela. Tenho uma vida normal”, conta. A
telefonista possui dificuldades para andar, devido a uma
luxação patológica no quadris direito, o que levou ao
encurtamento da perna.
A prática de esportes é uma rotina para Marcos Vinícius dos
Santos, 24 anos, auxiliar administrativo desde junho. “Faço
capoeira e Jiu Jitsu, minha deficiência não me atrapalha em
nada”, conta. Marcos tem uma pseudo artrose congênita que,
assim como em Andréia, acarretou no encurtamento do membro.
Apesar disso, ele diz que pretende voltar a estudar e
ingressar num curso de elétrica predial para assumir outro
cargo dentro do Hospital.
Já Mirian Aparecida da Costa Alves, 24 anos, telefonista
desde janeiro de 2005, afirma que não pretende deixar o
setor. Mesmo sem o membro superior direito, ela conta gostar
muito do que faz e que a necessidade especial não interfere
em seu trabalho. "Estou muito feliz aqui”.
O auxiliar de materiais Paulo César dos Santos Barcelos, 26
anos, conta que perdeu a mão esquerda aos 18 anos, quando
soltava fogos. “Depois do acidente, aprendi a dirigir e
aprendi a profissão de pedreiro. Sou casado, tenho dois
filhos e uma vida normal”, conta ele. “A maior parte das
deficiências está na mente das pessoas”, conclui.
Retornar |