Boletim 12
Janeiro 2007

Casa De Saúde São José Recebe
Diploma Empresa Cidadã


Hospital é reconhecido por oferecer oportunidades a pessoas com deficiências. Hoje, são mais de 50 funcionários com este perfil.

A Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, recebeu no dia 30 de novembro, das mãos do secretário Estadual de Trabalho e Renda, Marco Antonio Lucidi, o diploma Empresa Cidadã, que homenageia 27 empresas privadas que contrataram trabalhadores através dos programas de geração de emprego e renda geridos pela Secretaria Estadual de Trabalho e Renda.

A condecoração, que contou com a participação da diretora geral do hospital, a Irmã Laura Benincá, do diretor executivo, o Sr. Artur Hummel, assim como do diretor assistente, o Sr. André Gall, celebra a parceria destas instituições empresariais com as ações do Governo voltadas para o desenvolvimento econômico-social e o combate ao desemprego no estado. A cerimônia aconteceu na Associação Comercial do Rio de Janeiro (Rua da Candelária, nº 9/subsolo, Centro do Rio).

De acordo com Lucidi, o diploma ressalta o valor social destas empresas, pois estas beneficiam diretamente os trabalhadores mais carentes que procuram os serviços das Agências de Trabalho e Renda do Sistema Nacional de Emprego (Sine). "A expectativa é que o reconhecimento incentive cada vez mais o número de empresas associadas ao sistema público de empregos. Homenagear parceiros sociais é viabilizar um processo contínuo de distribuição de oportunidades de emprego e renda no estado", observou o secretário.
Hoje, a São José possui 56 ppessoas com deficiências em seu quadro. Os funcionários ocupam vagas em setores como Cozinha, Recepção, Higienização, Farmácia, Faturamento, Call Center entre outros, de acordo com suas aptidões. Recentemente, o setor de Recrutamento e Seleção do hospital realizou uma pesquisa para avaliar o grau de satisfação destes profissionais com o hospital. No levantamento, chamado Programa de Apoio aos Ppessoas com deficiências, numa escala de zero a dez, a média de satisfação foi de 9,06.

Esses funcionários normalmente são direcionados para funções em que têm alguma experiência ou habilidade, através da seleção realizada em parceria com as próprias áreas de atuação. “Não temos dificuldades para colocação de ppessoas com deficiências já que os nossos colaboradores têm recebido os novos colegas com muito boa vontade, auxiliando-os a voltar ou mesmo ingressar no mercado de trabalho", diz a diretora do hospital, Irmã Laura Benincá.

Viviane Maffia, analista de RH que coordenou a pesquisa, diz que o acompanhamento trimestral funcionou como um indicador das condições de trabalho dos PCD e está ajudando no remanejamento de profissionais com dificuldade de adaptação à função ou ao setor. O que tem sido raro: o questionário revelou um alto índice de satisfação no que diz respeito à receptividade dos colaboradores da Casa, em geral, e ao relacionamento com a própria equipe. "Eles notam que nossa intenção não é só oferecer uma oportunidade, mas realmente fazê-los somar", afirma Viviane.

O atendente de Farmácia Fábio Medeiros Pinheiro é um exemplo de funcionário que venceu o preconceito e hoje é reconhecido por seu trabalho. Portador de uma paralisia no braço direito, decorrente de problemas durante seu nascimento, Fábio trabalha na Farmácia recebendo medicamentos, controlando e fazendo pedidos para o estoque. Nas horas de folga, é goleiro do time de futebol do hospital e acumula os títulos de campeão no futebol de quadra, pelo time da Farmácia, além de bicampeão do Torneio do Sindherj no futebol de campo.

“Em geral, o mercado ainda é preconceituoso, mas para facilitar o acesso é importante escolher uma atividade que não prejudique o desempenho. Na São José, comecei como mensageiro. Fui promovido atendente de Farmácia e hoje ocupo uma função para a qual não encontro limitações. Gosto de ser reconhecido pela qualidade do meu trabalho”, diz, afirmando que seu sonho é fazer uma Faculdade de Enfermagem.