Um exemplo de superação
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Genésio:
“Aqui me devolveram
a cidadania.” |
Todo o pessoal do departamento reunido, era chegada a hora de fazer balanço do ano que findava. Os colaboradores estavam discutindo seus planos para o futuro. Discutiam cursos que queriam fazer, metas de estudos a terminar. “Muitos aqui pensam em voltar a estudar, outros estão prestes a terminar o curso que escolheram. Eu, diferente de todos, acho que vou abrir uma universidade. Já vi que escola é um negócio que dá dinheiro”, falou um dos presentes, extraindo gargalhada de todos.
O comentário é de Genésio Alves Martins Junior, e surpreende a todos. Em agosto de 1989, sua vida ficou de cabeça para baixo. Um acidente de carro ocasionou problemas no cóccix, coluna lombar e lesão medular. Sua primeira sessão de fisioterapia só aconteceu quatro anos após o acidente. Locomovendo-se em cadeira de rodas, suas mãos não fecham. Não há pressão nelas, mas ele consegue escrever e digitar.
Mas mesmo essa capacidade não era o bastante para voltar ao mercado de trabalho. Quase uma década parado e sem nenhuma perspectiva de futuro feriram sua alma profundamente. “Eu queria trabalhar, fazer minha vida continuar de alguma forma. Queria mostrar que era capaz de alguma coisa. Mas muitas oportunidades de emprego me foram negadas”, confessa.
Foi então que ele ficou sabendo que a Associação Congregação de Santa Catarina estava contratando pessoas com deficiência. O local de trabalho era bem próximo de sua casa, mas ele não se encheu de esperanças. “No dia da entrevista, há exatamente dois anos, não me dei nem ao trabalho de fazer a barba, tamanha era minha desilusão”.
Ele conta que renasceu quando enfim pediram os documentos. Iniciou seu trabalho como orientador de público no CRI. Hoje, Genésio é recepcionista e exerce sua função com prazer, procurando sempre fazer tudo com boa vontade e disposição.
“Aqui no CRI me devolveram a cidadania, e mais que isso, permitiram que eu novamente sonhasse com um futuro melhor. E será! Poder vir trabalhar todas as manhãs, para muitos pode ser um fato corriqueiro chegando até ser desagradável, para mim não!”, fala.
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