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ACSC inova no cuidado materno-infantil a partir do Projeto Parto Adequado

07 de agosto de 2017

Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil, as cesarianas são hoje o modo de nascimento mais comum, chegando a 56,7% de todos os nascimentos ocorridos no país (85% nos serviços privados, 40% nos serviços públicos). Reduzir o percentual de cesarianas desnecessárias é o objetivo do Projeto Parto Adequado, desenvolvido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e Institute for Healthcare Improvement (IHI), com o apoio do Ministério da Saúde. Desde março de 2015 a Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC) participa do projeto, tendo a Casa de Saúde São José – CSSJ (RJ), como Casa pioneira. Em 2017, a ACSC aderiu ao projeto com mais três de seus hospitais: Hospital Amparo Maternal – HAM (SP), Hospital Nossa Senhora da Conceição – HNSC (SC) e Hospital Santa Isabel – HSI (SC).

“A CSSJ readequou sua estrutura física e tecnológica, para melhor atender as gestantes, possibilitou a abertura da emergência obstétrica para alguns convênios, a contratação de mais enfermeiras obstetras para a assistência direta ao pré-parto e parto, ajustes mais apropriados para as salas de pré-parto e parto e a definição de novos protocolos assistenciais”, comenta a coordenadora de Enfermagem, Gisele Costa, sobre a mobilização, que já deu bons frutos logo na primeira etapa. Medido através de formulário de pesquisa, o índice de satisfação das puérperas, com relação ao hospital e à equipe, foi de 96%.

“Quando bem indicada a cesariana salva vidas. Entretanto, não podemos deixar de mencionar que a cesariana é um procedimento cirúrgico e que mulheres submetidas a esse procedimento tem 3,5 vezes mais chance de morrer do que as mulheres que têm parto normal, vaginal”, afirma Dra. Camila Sardenberg, diretora corporativa de Saúde, Medicina e Segurança do Paciente da ACSC. Quanto ao Projeto, acrescenta: “A metodologia utilizada no Projeto Parto Adequado é a mesma utilizada no Programa Salus Vitae, onde todos trabalham em direção à um objetivo comum, as mudanças são testadas em pequena escala e os resultados são acompanhados mensalmente”.

A meta, para todos eles, de acordo com a iniciativa, é atingir 40% de partos normais até dezembro de 2019, relativos a uma população específica: as gestantes classificadas em Robson de I a IV. Utilizada em muitos países, a classificação de Robson ou classificação dos 10 grupos é um instrumento padrão para avaliar, monitorar e comparar taxas de cesáreas em um mesmo hospital e entre diferentes hospitais, ao longo do tempo. Basicamente, os quatro primeiros grupos são de gestantes:

  • com 37 semanas de gestação ou mais;
  • feto único em posição cefálica;
  • nulíparas (mulheres que nunca teviram filhos antes) ou multíparas (mulheres que já tiveram mais de um filho ou que deram à luz mais de um bebê por vez) sem cesárea anterior;
  • em trabalho de parto ou parto induzido.

Com uma média de 500 partos mensais, sendo 69% deles partos normais, o HAM já está dentro do que é preconizado no programa e continua com o foco na “melhora dos indicadores assistenciais, da revisão de protocolos e do envolvimento das equipes”, segundo a coordenadora de Enfermagem do hospital, Lecy Merighe.

As demais Casas estão se adaptando e melhorando suas atividades para chegar à porcentagem ideal. A boa adesão do corpo clínico ao parto humanizado no HNSC e a participação mais efetiva das enfermeiras obstetras na condução e realização do parto vaginal foram passos fundamentais para a evolução dos atendimentos no local. “Em janeiro, tivemos 36,66% de partos vaginais. Já no mês de março, quando aderimos ao projeto, atingimos 40,46%. Em junho, mantivemos 39,44%, mesmo com as demandas de gestantes de alto risco”, exemplifica Katiane Baschirotto Dorigon Coral, enfermeira e coordenadora do Centro Materno-Infantil.

Já no HSI, a adesão ao Parto Adequado contribuiu para que a Casa registrasse um aumento de 18,6% de partos normais no hospital, entre janeiro e junho deste ano. “O projeto veio viabilizar conhecimento e planejamento para desempenhar nossas atividades na tríade básica: acolher, realizar e acompanhar. Com isso, estamos buscando aperfeiçoar o nosso serviço, para que possamos ter um resultado seguro, efetivo e eficaz para a Instituição e pacientes”, salienta a enfermeira Letícia Cherobini Lamberti, coordenadora de Enfermagem do HSI.

Para levar essa discussão mais adiante, como proposta de desenvolvimento do cuidado com as parturientes às demais Casas da ACSC, a Diretoria Corporativa de Saúde, Medicina e Segurança do Paciente promoveu algumas ações neste ano. A primeira foi em maio, no HAM, com a presença de Shaun Maher, conselheiro estratégico do Governo Escocês para Melhoria e Cuidado Centrado na Pessoa, e da Dra. Rita de Cássia Sanchez, do HIAE e coordenadora médica do Projeto Parto Adequado, durante o 1º Encontro de Enfermagem da ACSC. Um workshop foi realizado pelos profissionais sobre plano de parto e assuntos relacionados ao tema, com a participação da CSSJ, HSI, HNSC, e também do Hospital São Luiz – HSL (MT) e Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição – HCNSC (RJ), Casas da ACSC que possuem maternidade.

Outra atividade foi o evento científico “Assistência ao Parto Adequado”, no HSL, em julho, que esclareceu dúvidas de enfermeiros e médicos do hospital quanto ao programa e debateu diretrizes das boas práticas assistenciais. À frente da convenção estavam as enfermeiras Lecy Merighe, do HAM, e Gisele Costa, da CSSJ, a professora Rosemeire Sartori, presidente da Associação Brasileira de Enfermeiras e Obstetras (ABENFO-SP), Dra. Nathalia Mello, diretora técnica do HAM, Dra. Camila Sardenberg e a enfermeira Regiane Pereira dos Santos, ambas da Diretoria Corporativa de Saúde, Medicina e Segurança do Paciente.

Nas Casas da ACSC, o projeto não está somente reduzindo o percentual de cesáreas e capacitando as equipes multidisciplinares, mas também está contribuindo para a mudança do modelo de atenção ao parto ao dar voz ativa à gestante e sua família em um dos momentos mais importantes da vida: o nascimento.

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