busca
Acesso restrito
Conheça Santa Catarina

Catarina, filha do rei Costus e da rainha Sabinela, nasceu em Alexandria, no Egito, pelos fins do século III. Cedo iniciou seus estudos. Frequentou a Escola de Alexandria. Distinguia-se por sua inteligência e por sua beleza. Era pagã como seus pais.

Costus faleceu, deixando Catarina ainda adolescente. Sabinela e Catarina foram residir na Cilícia. Sabinela encontrou-se com um eremita cristão chamado Ananias que a instruiu na fé cristã. Sabinela aderiu a Jesus Cristo e recebeu o Batismo. Como verdadeira cristã, desejou que também a sua filha Catarina conhecesse o Cristianismo e se tornasse discípula de Jesus Cristo. Catarina, porém, resistia às insistências da mãe.

Graças às orações de Ananias e da própria mãe, chegou para Catarina a hora da conversão. Movida por um sonho, foi à procura do eremita. A partir desse encontro sua vida mudou. Instruída na fé cristã, recebeu o Batismo, fez da Sagrada Escritura o seu pão cotidiano e tornou-se fervorosa Apóstola de Jesus Cristo.

Príncipes de diversas regiões que ouviam falar da sabedoria e da beleza de Catarina e desejavam casar-se com ela. Foi, porém, radical em sua decisão de renunciar a núpcias terrenas e a todas as honras e riquezas da terra, para servir exclusivamente a Jesus Cristo. Era ousada em combater os deuses pagãos e em falar ao povo do Deus verdadeiro, Criador do céu e da terra, que enviou Seu próprio Filho Jesus Cristo para nos salvar. Falava do Espírito Santo que mora em cada pessoa, tornando-se o templo da Santíssima Trindade. Com apenas dezoito anos, em discussão pública, confundiu os maiores filósofos da Cidade em que morava.

No ano de 307, o imperador Maxêncio decretou uma perseguição aos cristãos de Alexandria. Ordenou que a Igreja de Cristo fosse arrasada. Para conseguir o seu objetivo promoveu uma festa no templo dos deuses e convocou todo o povo para oferecer incenso aos ídolos. Por medo da morte, os cristãos, a chorar e a gemer, viam-se constrangidos a oferecer incenso a estes deuses em quem não acreditavam.

Ciente destes acontecimentos, Catarina, que temia unicamente ao Deus verdadeiro, enfrentou o imperador Maxêncio. Reprovou-o pela ingratidão para com Deus e exortou-o à prática da justiça, bem como à adesão a Jesus Cristo, que é a Verdade e a Vida.

Maxêncio procurou refutar as afirmações de Catarina e lhe provar que o Cristianismo era um absurdo. A jovem corajosa ficou inabalável em sua fé. Ante a firmeza de Catarina, o imperador convocou os sábios do Império para uma disputa com a jovem Catarina. No dia combinado os sábios compareceram ao palácio real. Catarina também se apresentou. Maxêncio no seu trono e grande número de alexandrinos assistiam à disputa. Os sábios expuseram a sua doutrina em defesa da autoridade dos deuses. O auditório aplaudiu.

Catarina falou da Divindade eterna sem princípio, do Criador do céu e da terra, e da humanidade do Verbo, para a redenção do mundo. Sua firmeza e a clarividência de tudo o que afirmava abalaram as convicções dos sábios e todos passaram a acreditar em Deus, Criador do universo, em Jesus Cristo, Salvador do mundo, e no Espírito Santo, Fonte e Distribuidor dos dons. Também muitas pessoas presentes ao debate, se converteram a Jesus Cristo.

Maxêncio, enfurecido pela derrota destes sábios que reconheceram a falsidade dos deuses, mandou que todos eles fossem queimados vivos em praça pública, no dia seguinte. E, por ordem de Maxêncio, Catarina foi encarcerada.

No dia que se seguiu à prisão, o imperador mandou chamá-la à sua presença. Apaixonado por sua beleza procurou conquistá-la por meio de adulações e propostas. Prometeu até dedicar-lhe um templo. A jovem destemida insistia para que acabasse com tais insinuações. Decepcionado, Maxêncio ordenou que a flagelassem e a deixassem no cárcere sem comer e sem beber.

Num sonho, a imperatriz viu Catarina no cárcere, rodeada de luz e assistida por pessoas vestidas de branco. Pediu então ao General Porfírio que a levasse ao cárcere. O General que já havia perdido a fé nos deuses e se inclinava a aderir ao Cristianismo, atendeu prontamente o pedido da imperatriz.

Chegaram ao cárcere durante a noite e a viram iluminada por grande claridade. Foi para ambos a hora da graça. Conversaram longamente com Catarina. A adesão a Cristo, esclarecida e corajosa, foi o fruto deste encontro. Catarina animou-os a se prepararem para as consequências de sua decisão, inclusive para o martírio.

Porfírio comandava a primeira corte dos guardas imperiais: 500 homens. Confirmado na fé, anunciou aos seus soldados a Boa Nova de Jesus. Muitos se converteram..

Catarina passou doze dias na prisão. Foi então convocada a comparecer ao tribunal. O imperador ficou surpreso ao vê-la mais bela do que antes, apesar do jejum e da flagelação. Ordenou que os guardas fossem castigados se não revelassem quem a havia socorrido na prisão. Para defender a vida dos guardas, Catarina declarou: "se estou com boa aparência, é porque Aquele que eu confessei diante de ti dignou-se alimentar a mim com pão celestial".

Mais irritado ainda, Maxêncio acusou-a de feiticeira e ordenou que fosse torturada e assassinada. A caminho do suplício, Catarina converteu a muitos que insistiam com ela para que atendesse aos desejos do imperador.

Foi então que um alto funcionário da corte teve uma ideia diabólica. Ele foi ter com o imperador e propôs que Catarina fosse condenada ao suplício da máquina com facas e pontas de ferro em quatro grandes rodas que, ao se movimentarem em sentidos diversos umas das outras, despedaçariam o corpo colocado no meio delas. A máquina foi colocada na praça pública e Catarina foi trazida para o local.

Enquanto preparavam o suplício, Catarina permaneceu tranquila, em oração. Ao final da oração, eis que um Anjo desceu do céu num turbilhão e quebrou a máquina com tal ímpeto que os pedaços se projetaram sobre os algozes. Algumas pessoas morreram atingidas pelos pedaços das rodas, e outras pelo raio.

Por esse motivo a Roda Quebrada passou a ser o símbolo de Santa Catarina de Alexandria.

Após este acontecimento Catarina retornou à prisão.

A imperatriz foi ter com seu marido e lhe disse: "por que lutas contra o Senhor meu Deus? É uma loucura te ergueres contra o Criador! Pensas que terás êxito? Reconhece, ao menos agora, nas rodas quebradas, o poder do Deus dos cristãos".

Irritado por ver que sua esposa professava a fé em Jesus Cristo, ordenou aos carrascos que a levassem ao lugar do suplício para ser martirizada.

A imperatriz ainda se encontrou com Catarina e lhe disse: "ó Virgem de Jesus Cristo, reza por mim ao Senhor Deus, pois é por Ele que eu estou lutando. Pede-lhe que confirme a minha coragem, que fortaleça o meu coração, para que, como afirmaste, eu, pelo martírio, alcance a Vida que Cristo prometeu aos Seus servos".

No que Catarina respondeu: "não tenhas medo, ó rainha! És amada pelo Senhor Deus. Age com coragem, pois hoje, em troca de teu reino passageiro, alcançarás um Reino eterno; em lugar de teu esposo mortal, farás aliança com o Esposo Imortal. Os sofrimentos passageiros conduzir-te-ão ao repouso eterno. Pela morte rápida, chegarás à Vida que não terá fim. Hoje, em verdade, verás o dia em que se realizará o teu nascimento?.

Encorajada, a rainha exortou os algozes a cumprirem logo as ordens do imperador. Os carrascos a conduziram para fora da cidade e lhe deceparam a cabeça.

Na manhã seguinte, o imperador ficou sabendo que o General Porfírio e seus soldados haviam embalsamado e sepultado o corpo da imperatriz. Encolerizado, ordenou que Porfírio e seus soldados fossem decapitados e que seus corpos fossem devorados pelos cães.

Alguns dias depois, Maxêncio pediu que lhe trouxessem Catarina e lhe disse: "embora sejas mais culpada do que todos aqueles que, seduzidos por teus feitiços, incorreram, por tua causa, à sentença de morte, todavia, se te arrependeres e ofereceres incenso aos nossos deuses onipotentes, poderás reinar feliz conosco e ser nomeada a primeira dama em nosso império".

Catarina desprezou as promessas do imperador e lhe declarou ser fiel a Jesus Cristo. Maxêncio então ordenou que fizessem Catarina sair de sua presença e que fosse imediatamente decapitada.

Quando Catarina se dirigia ao lugar do martírio, viu a multidão que a seguia e que muitos choravam. Disse-lhes: ?se alguma piedade natural vos comove a meu respeito, peço-vos: alegrai-vos comigo, pois vejo Nosso Senhor Jesus Cristo que me chama. Ele é a soberana recompensa dos Santos, a beleza e a coroa das Virgens".

Pediu ao carrasco que lhe desse tempo para orar.

Catarina estendeu o pescoço e disse ao algoz: ?Eis que Nosso Senhor Jesus Cristo me chama! Faze o que tens a fazer".

Então o algoz, de um só golpe, decepou lhe a cabeça.

Segundo a tradição, religiosos que moravam no Sinai sepultaram o corpo de Catarina no mais alto pico do Monte Sinai. Este pico passou a ter o nome de Monte Katharin.

No século VI, o imperador Justiniano ordenou a construção da Igreja e do Mosteiro de Santa Catarina, no Monte Sinai.

A veneração a Santa Catarina teve novo impulso quando o seu corpo foi descoberto no Monte Katharin, no século VIII. Os monges o colocaram em caixa de ouro.

Atualmente estas relíquias se encontram num sarcófago de mármore, na Igreja do Mosteiro de Santa Catarina.

Catarina é um nome comum de batismo. Numerosas Igrejas e Capelas são colocadas sob sua proteção.

Santa Catarina é venerada como Padroeira da Congregação das Irmãs de Santa Catarina, da Fraternidade Santa Catarina - associação de leigos unidos à Congregação das Irmãs de Santa Catarina -, como é também Padroeira dos jovens, das universidades, da corporação dos moleiros e dos fabricantes de carros.

É uma dos catorze santos auxiliares e sua festa é celebrada no dia 25 de novembro.

A Associação concentra um conhecimento de gestão hospitalar que poucas organizações dispõe...

Na Educação são cinco escolas com um total de mais de quatro mil e quinhentos alunos...

A Assistência Social da ACSC acolhe, com especial atenção a idosos, jovens e crianças...

2011 - Associação Congregação de Santa Catarina - Todos os direitos reservados.