busca
Acesso restrito
Notícias

Acompanhe tudo o que acontece nas Casas da ACSC.



O planeta já possui mais de 7 bilhões de habitantes. Só no Amparo Maternal 600 bebês nascem por mês.
31 de outubro 2011


Já somos sete bilhões de habitantes no mundo. A marca foi atingida pouco depois das 4h (hora de Brasília). Número faz pensar nas oportunidades.

 

Nasceu! Agora é oficial: somos sete bilhões de pessoas no planeta Terra. Segundo o relógio do Fundo de População das Nações Unidas, por volta das 4h30 desta segunda-feira (31), nasceu a criança de número sete bilhões.


E agora? É para comemorar? Para se preocupar? O número faz a gente pensar nos enormes desafios e oportunidades que vêm por aí. É gente demais e cada vez mais pressão sobre o planeta. As cidades são as que sofrem a maior pressão: faltam moradias, empregos e saneamento.

Falta cuidar melhor dos bebês que chegam todos os dias. Em uma das maiores maternidades públicas de São Paulo, o Amparo Maternal, seis novos paulistanos chegaram da meia-noite desta segunda (31) até as 7h. São 600 partos por mês. Com tanta gente nas cidades, os problemas se acumulam. E não é só espaço que falta. Falta principalmente planejar melhor a ocupação das metrópoles.


Somos sete bilhões. Ocupamos o mesmo planeta coberto de água por todos os lados. Nossa morada é nos 30% que sobraram de Terra à vista. É onde temos de trabalhar, comer, caminhar e viver.

Sete bilhões, daqui a pouco é impossível viver nesse mundo, diz uma senhora. Não vai ter alimento para todo mundo, nem uma infraestutura, nem água, nada. O planeta está pedindo socorro, opina a aposentada Cecília Marana.


Acho bastante gente, mas acho que disse o Gandhi que a Terra tem o bastante para as necessidades de todo mundo, mas não para a ganância de todo mundo, lembra o ilustrador Renato Blaschi.

Na Avenida Paulista, esquina com Rua Augusta, está o Conjunto Nacional. Ele ocupa uma área de dez mil metros quadrados  maior do que um campo de futebol. Nele, vivem e trabalham 15 mil pessoas e outras 30 mil passam por ele todos os dias. Nessa área, por onde hoje circulam 45 mil pessoas por dia, até os anos 1950 era a residência de uma única família.


Os espaços permanecem os mesmos. A população não para nunca de crescer. Como morar nas grandes cidades? E, antes de tudo, o que é morar?

Quando você diz moradia, é um conceito que a gente vem trabalhando há algum tempo, é acesso a escolas, hospital e creche. Então, o conceito de direito à moradia não é só o teto para a pessoa morar. Ele é o conjunto de serviços e infraestrutura que ela precisa para viver bem, explica a arquiteta e urbanista Margareth Matiko Uemura.


A cidade guarda vazios abandonados. São prédios inteiros com os esqueletos à mostra, à espera de que alguém lhes dê alguma utilidade. Um prédio de seis andares no Centro de São Paulo, ao lado da Estação da Luz, ficou abandonado durante muitos anos.

Quando eu cheguei, tinha muito lixo. Eu cheguei aqui já tinha três meses que estava ocupado. Tinha tirado muito lixo, mas ate hoje a gente continua tentando manter o prédio limpo, conta a comerciante Raquel Guimarães Dutra.


Há três anos 230 famílias ocuparam o imóvel, organizadas pelo movimento de moradia da região central. Vinte dessas famílias viviam em situação de rua. Eu dormia em baixo de marquise, em cima de papelão. É uma benção para quem morava em rua, diz uma moradora.

Em um corredor, moram 14 famílias. Cada porta é uma casa  casa é maneira de dizer. É um quarto de aproximadamente 12 metros quadrados. Nesse espaço precisa caber tudo: a cozinha, a área de serviço, a sala e o quarto. Esse jeito de viver assim tão espremido, na hora de dormir, dá para escutar a respiração dos vizinhos.


É verdade, a gente escuta tudo. Dá para escutar, comenta uma senhora. Não é muito bom morar aqui. Num espaço maior, é melhor, opina um senhor.

Seu José vende guarda-chuvas pelas ruas de São Paulo. Mora em um cômodo com a única filha de 12 anos. Um dia ela já teve um cachorro. Tem mais ou menos lugar para brincar. A gente se esforça, conta a filha.


O aluguel expulsou Seu José da casa em que vivia e expulsou também toda a gente que mora em um prédio.

O aluguel é uma coisa que só quem passa por ele é que sabe. Você tem que deixar de comer, de vestir e de calçar para poder pagar o aluguel, lamenta a comerciante Raquel Guimarães Dutra.


No prédio, ninguém paga nada, mas vive sempre com a ameaça do despejo. A situação mais grave é esse quadro que a gente vê. A gente tem imóveis privados, prédios inteiros abandonados, sem uso, provavelmente com dívidas de IPTU e outras taxas e que o poder público não atua sobre eles. Portanto, o proprietário fica em uma situação muito confortável, aponta a arquiteta e urbanista Margareth Matiko Uemura.

Nem todos estão satisfeitos com a moradia. É muito chato, os banheiros são todos sujos. Queria morar em um prédio, mas em prédio chique, porque é mais bonito e é maior, diz Stéphanie, de 8 anos.


Eu gostaria que fosse maior, em um lugar melhor e mais espaçoso. Aqui é um pouco mais apertado, aponta a doméstica Maria da Luz Aparecida de Souza.

Espaço tão apertado para as pessoas, espaço imenso para os veículos. A prefeitura de São Paulo começou um projeto para a recuperação de 53 edifícios abandonados e vazios em São Paulo.


Esses prédios foram desapropriados e devem se transformar em 2,5 mil moradias para famílias de baixa renda. A promessa é que as primeiras unidades sejam entregues a partir do ano que vem. 

Confira aqui o vídeo: http://migre.me/686Bg 



A Associação concentra um conhecimento de gestão hospitalar que poucas organizações dispõe...

Na Educação são cinco escolas com um total de mais de quatro mil e quinhentos alunos...

A Assistência Social da ACSC acolhe, com especial atenção a idosos, jovens e crianças...

2011 - Associação Congregação de Santa Catarina - Todos os direitos reservados.